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A resposta magnética da litosfera

     Utilizando dados de satélite da constelação Swarm e do CHAMP, foi publicado em 2017 um grid da resposta magnética da litosfera.  Os autores do grid fizeram uma análise da contribuição de cada satélite para a melhoria dos dados, e disponibilizaram neste  link .  Uma amostra do dados pode ser observada no vídeo abaixo, criado pela  ESA .  Campo magnético litosférico - European Spacial Agency, ESA       O grid LCS-1 foi publicado em  Olsen, N., D. Ravat, C. C. Finlay, and L. K. Kother, LCS-1: A high-resolution global model of the lithospheric magnetic field derived from CHAMP and Swarm satellite observations, Geophys. J. Int., 211, 1461–1477, doi:10.1093/gji/ggx381, 2017 .  Tanto a referência quanto o dado gridado estão disponíveis para download  aqui . Outros links: Highest resolution map of Earth’s lithospheric magnetic field Post: SWARM

SWARM

Imagem da página do Swarm. Crédito para ESA - ATG Medialab       A missão SWARM traz dados magnéticos de uma constelação de três satélites, iniciada em 2013 e que durou em torno de 4 anos. Os satélites A e C fizeram leituras a 460-600 km de altitude, e o satélite B, a 510 km.       Neste mês, publicaram uma nota sobre a descoberta de uma variação do campo magnético com as marés oceânicas . É mais ou menos como funciona com a variação diurna, só que esta é ligada à influência da Lua e não do Sol...       Alguns links sobre os dados Swarm: https://earth.esa.int/web/guest/swarm/data-access https://earth.esa.int/web/guest/data-access/how-to-access-esa-data https://earth.esa.int/documents/10174/1514862/Swarm-Users-Data-Access-Manual.pdf

Softway > Um caminho para georrefenciamento no Oasis Montaj™

Este é um breve roteiro para georreferenciar imagens no Oasis Montaj™ (foi Geosoft, hoje é da Seequent). Há diversas maneiras de realizar o georreferenciamento, mas considero esta forma mais direta. Também considero mais fácil georreferenciar  no Oasis Montaj™ do que  em programas GIS...  Tem uma forma de georreferenciar as figuras quando não há coordenadas no mapa. Isto é muito comum em mapas tectônicos, regionais. Se houver a demanda, me envie um email e eu monto o tutorial :). IMPORTANTE: São muitos detalhes, e se ocorrer um clique errado ou um erro de digitação, você tem que começar tudo novamente. Então, mantenha o foco e bom trabalho :) 1) Salve uma imagem do mapa Primeiro, salve o mapa a georreferenciar em JPG. Por este meio, é preciso salvar a imagem incluindo as coordenadas! 2) Menu Grid and Image>Utilities>Copy/Convert No grid de saída, nos três pontos, dar um nome e selecionar o grid tipo Geosoft Color. No mapa que abriu, você pode criar...

Links Úteis - Teoria - Campo magnético

Campo Magnético - Instituto Português do Mar e da Atmosfera - IPMA Magnetismo terrestre - Portal CPRM

Ibéria - Reconstruções paleomagnéticas

(Em edição!) Reconstrução paleomagnética na Ibéria Ocidental - a lguns trabalhos Verhoef et al. (1990)   Verhoef et al. (1990)   faz uma reconstrução ao final da anomalia C34  (1) (2)  utilizando dados magnéticos do Atlântico Norte, através de um método computacional que utiliza grids inteiros na reconstrução. Neste trabalho, ele apresenta o método e inclui os códigos em FORTRAN. (1) Figura original de  Verhoef et al. (1990)   (2) Figura original de  Verhoef et al. (1990)   Srivastava et al. (1990) Em  Srivastava et al. (1990) ,  a reconstrução da batimetria na anomalia magnética é  apresentada como a seguir (3,4) . (3) Figura original de  Srivastava et al. (1990) (4) Figura original de  Srivastava et al. (1990) Srivastava et al. (2000) Em  Srivastava et al. (2000) , é  u tilizada a reconstrução de Verhoef et al. (1990), com polos de rotação das placas eurasiana e afr...

Ibéria-Newfoudland - Modelo cinemático de Srivastava et al. 1990

Srivastava et al. (1990)  realizou um estudo da movimentação da Ibéria com dados aeromagnéticos da margem de Newfoundland, e apresenta um modelo  cinemática a partir da anomalia magnética interpretada como "M0" . Este tipo de reconstrução é questionada ( Nirrengarten et al., 2018), pois hoje se sabe que a anomalia mapeada como M0 entre Ibéria e Newfoundland não pode ser chamada de isócrona, pois não é originada em crosta oceânica e não forma um par simétrico (Nirrengarten et al., 2018; Szameitat et al., 2020). A análise em  Srivastava et al. (1990)  compara as anomalias magnéticas marinhas de 24 a 34 no lado canadense (1) com as presentes na margem ibérica, o que sugere a movimentação assimétrica entre as anomalias 31 e 34.  As anomalias registram um padrão de espalhamento lento destas margens. (1) Figura original de  Srivastava et al. (1990) S rivastava et al. (1990) ,  traz uma sequência cinemática (2), onde a Ibéria  se mov...

Ofiolitos e o que eles não explicam

A identificação dos ofiolitos clássicos, com seus layers bem definidos, trouxe uma contribuição imensurável para a compreensão da formação da crosta oceânica. No entanto, ao redor do mundo, as margens passivas apresentam configurações diferentes, e muitas vezes o conceito de layers bem definidos para a crosta oceânica acaba prejudicando a interpretação destas margens. Por isso, é necessário ampliar o conhecimento sobre as variações possíveis da crosta resultante de uma abertura continental.  Em geral, os ofiolitos são definidos pela  tríade de Steinmann . S ão formados em ambientes de back-arc, fore-arc, ou de zonas de espalhamento oceânico (Manatschal e Müntener, 2009).  Os ofiolitos clássicos representam bem a crosta oceânica do tipo Penrose.  Por outro lado, esta configuração definida e homogênea atribuída à crosta oceânica causa confusão no momento em que o intérprete tenta ajustar este modelo 3-layered à todos os tipos de margens.  Isto porque esta defi...

O uso de filtros na análise de dados magnetométricos e gravimétricos

Para uma abordagem mais interpretativa dos dados, é uma prática comum a composição de um conjunto de mapas com diversas informações diferentes, extraídas do dado inicial processado. Para tal, os dados gravimétricos e magnéticos iniciais, respectivamente anomalia de ar-livre e a anomalia de campo total, passam por processos de filtragem. Em geral, primeiramente, a partir dos dados  gravimétricos é criado um mapa de Anomalia Bouguer, e com os dados magnéticos, são compostos os mapas de redução ao polo e amplitude do sinal analítico. Alguns outros filtros, que podem adicionalmente ser aplicados são as derivadas verticais, horizontais e Tilt (TDR) (MILLER e SINGH, 1994; VERDUZCO et al., 2004), o mapa de gradiente horizontal total, o filtro de amplitude do sinal analítico e os filtros passabanda (BLAKELY, 1996, TELFORD et al., 1990). É recomendada a aplicação de diversos filtros como ferramenta auxiliar de interpretação. Contudo, é preciso atentar para o significado do resultado de...

Análise e interpretação de dados gravimétricos e magnéticos

Ao se tratar de dados gravimétricos, a resposta observada é um somatório dos efeitos de todas as fontes que estão lateralmente próximas e abaixo do ponto medido, que apresentam massas anômalas. As anomalias gravimétricas são negativas ou positivas, a depender do contraste de densidade do corpo geológico com o meio, sendo negativas quando o corpo possuir uma densidade menor que o meio, e positivas em caso contrário. A maior parte dos estudos gravimétricos trabalha com variações de densidade de 1.5 a 3.3 g/cm^3, e com isso, esta baixa variação dos valores permite um menor erro na interpretação e na estimativa dos contrastes de densidade. No caso dos dados magnéticos, a interpretação é mais complexa, pois envolve a análise de outros aspectos além do valor numérico da susceptibilidade magnética. Enquanto a gravimetria trabalha com um parâmetro onde, para uma mesma profundidade, as anomalias irão variar apenas com a densidade do material – ou seja, trabalha-se com um campo monopolar; na m...

Transição continente-oceano na margem "magma-poor"

Há algumas décadas, observa-se que o modelo de surgimento abrupto da crosta oceânica em uma quebra continental não explica muitos elementos  geológicos observados em margens passivas, principalmente em margens do tipo  magma-poor .  E estima-se que ao menos 50% das margens ao redor do mundo são deste tipo (Manatschal e Müntener, 2009 ) . Na margem continental do tipo magma-poor , a  transição entre a crosta continental e a crosta oceânica clássica (do tipo Penrose) apresenta  elementos tectono-sedimentares   que não se encaixam em um modelo simples de quebra da litosfera continental. Entre estes elementos, estão o extremo afinamento crustal continental e a exposição do manto litosférico subcontinental no assoalho oceânico. Estes elementos são bem estudados em offshore , como no sistema Iberia-Newfoundland, e também em afloramentos onshore (como nos Alpes; e.g. Manatschal e Müntener, 2009) .  No sistema magma-poor , a crosta formada na transição con...